segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Minha história de amor com gringos

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Orlando, Flórida, Estados Unidos


     No dia 10 de janeiro desse ano, lá estava eu, toda linda de sobretudo - cor indefinida, meio verde, meio creme -, sapatilha e cabelo solto, entrando no Starbucks da Downtown Disney, com meu pai, quase congelando de frio, para comprar um hot chocolate (chocolate quente) para me aquecer. Logo que entro avisto aquele gringo lindo. Meu alarme de caras gatos já da sinal. Caminho com meu pai até a fila e vejo que só tem uma mulher entre nós. Observo melhor o gringo: alto - sei lá, 1,85m -, branquinho, loiro, gato do jeito que gosto. Tento disfarçar interesse por estar com meu pai. Ele olha para trás e nossos olhares se encontram. JESUS, QUE CARA LINDO. Deve ter a minha idade (15 anos), no máximo 16. Por uns segundos fico sem chão e sem ar, e ele volta a olhar para frente, para a sua esquerda, para ser exata, aonde está... merda, a namorada dele. Ela [a namorada] olha para trás e nossos olhares se cruzam... e cara, ela parece ter uns 12, 13 anos. EU NÃO QUERO OLHAR PARA VOCÊ, E SIM, PARA O GATO DO SEU NAMORADO. Seguro-me de tanta vergonha - provavelmente ela virou para trás para ver o que o namorado dela olhou -, e ela volta a olhar, conversar e rir com seu namorado. Como eu sei que são namorados? Estavam de mãos dadas. Fico o tempo todo observando os dois e desejando ter aquele gringo para mim. Minha felicidade até que durou bastante - uns 10 minutos -, até chegar a vez deles na fila. A atendente chama e eles continuam fofos juntos. Ele [o gringo] pergunta o que ela [a namorada] quer, faz os pedidos, paga para os dois e deixa colocar a bebida no nome dela. E lá ficou eu triste, sabendo que nunca mais o verei na vida. Por aquele gringo eu largava tudo e ficava com ele. Imaginei tantas coisas acontecendo comigo e com ele - imaginei uma vida inteira juntos, para ser exata -. Dias se passam e eu não o esqueço. Sempre que tocava a música da Paula Fernandes com o Michael Teló, aquela: "saudade tenho toda hora... Que você me vem na memória, eu penso 24h em você, estou sem tempo de te esquecer", lembrava dele, do meu gringo. Chorei à noite sabendo que nunca mais o veria. Eu senti que era ele, sabe? Que ele era o cara. Depois daquilo, não tem como eu falar que não acredito em amor a primeira vista, porque se aquilo não foi amor a primeira vista, não sei o que foi.
     Isso porque no dia anterior, dia 9, eu já tinha apaixonado por outro gringo, parecido até com ele. Também alto (1,80m?), branquinho e loiro. Ele era o Shane Harper, o Spencer de "Boa Sorte Charlie", loiro, mais novo e mais baixo (devia ter uns 15, 16 anos).
Shane Harper
     Com esse gringo foi diferente, porque estava em um restaurante e ele foi pegar o pedido dele. Eu já estava olhando o gringo e ele nem me dava bola, mas depois de pegar o pedido dele, ele veio andando na minha direção para passar por mim - que estava sozinha encostada na parede -, e sem eu nem esperar (já tinha perdido as esperanças), ele veio me acompanhando com o olhar, e eu retribuindo, lógico! Óbvio que minha auto estima foi lá pra cima. Uma coisa é ter todos os caras no Brasil olhando para você, outra coisa é ter gringo gato olhando para você.
     Não sei, pode ser que esse gringo que gostei tanto seja o gringo que espero, um cara que sonhei e entendi que esse sonho foi uma "premonição", como se eu soubesse que tenho que esperar por esse cara. No meu sonho esse cara era argentino, mas ele pode ser norte americano ou aquele gringo pode ser um argentino que mora nos Estados Unidos; não sei.
     Na minha cidade não consigo achar um cara bonito - e quando acho é aquilo: gay, comprometido ou não tenho chances -, enquanto lá fora todos os caras, praticamente, são bonitos no meu ponto de vista. Lá até os bebês e caras mais velhos (40 anos, por aí) são bonitos!
     Definitivamente, nasci para namorar, casar e morar com gringos lá fora (fora do Brasil). Eu tenho uma história de amor com eles.

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