sábado, 25 de fevereiro de 2017

#DiárioDaFaculdade - aluguel do ap, morando em um hotel, trote da faculdade e primeira semana de aula #4

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São Paulo, 20 de fevereiro de 2017
Sobre o aluguel do ap

     Minha cabeça dói só de lembrar de todo o processo para alugar o apartamento. Para começar que eu não achava na internet apartamentos que me agradassem, ou eram apartamentos muito feios ou eram muito caros (7 mil o aluguel). E as semanas foram passando, eu não achava nenhum apartamento – nesse momento eu não estava nem sendo rigorosa, só queria um apartamento não caindo aos pedaços e com um preço de aluguel até 3 mil reais – e eu só fui me angustiando, eu e meus pais; porque o dia da minha mudança estava se aproximando e não achávamos nada. Para vocês terem noção, eu estava procurando por apartamento há um mês.
     Mais alguns dias passaram e achei um apartamento bom com um preço ok, eu só não imaginava a dor de cabeça que isso me daria. Resumidamente, tive que mandar muitos documentos para a imobiliária que eu estava vendo o apartamento (identidade dos meus pais, holerite dos últimos 3 meses, declaração de imposto de renda, comprovante de residência, certidão de casamento dos meus pais e um papel preenchido com todas as informações sobre meus pais, informações como profissão, salário mensal e muitas outras coisas). Tive que mandar todos esses papéis para a imobiliária analisar se iria alugar o apartamento para mim.
     O prazo para darem resposta era de 72h, mas em menos de 24h eles mandaram a resposta. Tínhamos sido aceitos. Eu, iludida, achei que o próximo passo era só agendar uma visita e já fechar o contrato, mas não, tivemos que fazer seguro fiança (caríssimo), porque não tínhamos fiador, e um seguro incêndio (esse foi baratinho, foi 188 reais e podia ser parcelado em até 6x).
     Porém não foi tão simples assim, foi o maior rolo para fazer esse seguro fiança. A seguradora, Porto Seguro, determinou que eles não aceitavam o cartão da Porto Seguro como forma de pagamento e o valor estava muito acima dos seguros de outras empresas e meu pai já ficou desconfiado. Ele falou com o amigo dele que trabalha na Porto Seguro de Cuiabá e esse amigo dele também achou muito estranho e os dois estavam convictos que era algum rolo do pessoal da Porto Seguro de São Paulo e depois de muitos dias, muitas ligações e muito diz que me diz,  descobrirmos que não era rolo nenhum e fechamos com a Porto Seguro.
     Como se já não bastasse de rolo, o contrato do aluguel era de 30 meses (2 anos e meio). E, de novo, meu pai não gostou (confesso que nem eu), achou que a imobiliária estava querendo nos segurar no apartamento a todo custo porque em São Paulo a crise está feia e ninguém está alugando apartamento e enfim, meu pai não queria fechar contrato com essa imobiliária. Mais dias passaram, eu ficava cada vez mais angustiada porque não estava dando certo e aí muita coisa aconteceu. No final das contas, descobrimos que em São Paulo todas as imobiliárias fazem contrato de 30 meses de aluguel e como não queríamos todo esse tempo, fizemos um adendo no contrato que se em 18 meses eu quiser sair do apartamento, não pagarei multa.
     Depois que tudo se resolveu, fiquei muito aliviada e feliz por finalmente tudo estar resolvido e por ter sido um apartamento que eu gostei, com uma localização ótima. Mas as coisas não acabaram aí, eu ainda tive que fazer um cadastro na Eletropaulo (empresa de luz de São Paulo) e um novo contrato para conseguir mudar a titularidade da conta de luz e poder religar a luz (ficou no nome do meu pai); e fazer um cadastro na Comgas (empresa de gás) para fazer a mesma coisa, mudar a titularidade e religar o gás (consegui deixar no meu nome, mesmo eu sendo menor de idade). Consegui fazer tudo pelo telefone, levei cerca de 1h para conseguir resolver tudo. Os atendentes da Eletropaulo e da Comgas foram muito pacientes e prestativos, resolveram tudo pra mim com o maior prazer e educação. Nota 10 para o atendimento.
  
OBS. A luz no meu apartamento foi ligada 1 dia depois que eu liguei na Eletropaulo e o gás foi ligado no mesmo dia. Não precisei pagar nada pelos serviços.


São Paulo, 24 de fevereiro de 2017
Sobre morar em um hotel

     Eu achei legal ficar em um hotel essa semana, porque era um bom hotel, bem confortável, mas para ser sincera, era como se eu estivesse em São Paulo à passeio, não senti como se ali fosse a minha casa. Pode ser que eu me senti assim porque eu ficava o dia inteiro fora do hotel e só voltava para dormir, não sei, mas avalio essa experiência como boa.


São Paulo, 20 de fevereiro de 2017
Sobre o trote

     O trote foi logo no primeiro dia de aula, pelo visto, diferente de muitas faculdades. 
     Foi tudo muito tranquilo, cheguei ao local combinado (em frente ao teatro da faculdade), fizemos um circulo para cada calouro se apresentar, já que lá tinha pessoal de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Letras. Depois de cada um falar seu nome e o curso que iria fazer, voltamos a nos sentar, esperando pelo início do trote. Nesse meio tempo, separaram os calouros por cursos e os veteranos de Jornalismo começaram a falar sobre eles e sobre o trote, que ninguém era obrigado a nada, que eles só fariam o que deixassem e que quem não participasse do trote não seria excluído das coisas. 
     Passado a falação, o trote começou. Os veteranos tiraram potes de tinta da mochila e tesouras, sem falar das caixas de ovos que já estavam fora das mochilas. Os veteranos pegaram as tesouras (era aquelas tesouras escolares) e começaram a ir até os meninos, perguntando quem queria cortar o cabelo. Aí eles começaram a cortar o cabelo dos meninos – o que ficou uma verdadeira desgraça, já que a tesoura era ruim e eles cortavam tufos de cabelo dos meninos, para ficar bem feio mesmo – enquanto outro veterano quebrava ovo nas costas e cabelo dos meninos (somente em quem deixasse). Depois eles jogaram tinta nos meninos e cortaram as camisetas deles (de novo, apenas quem deixasse).
     Com as meninas, eles faziam o símbolo de uma cruz na testa, viravam o pote de tinta no cabelo delas e jogavam tinta nos braços. Quem queria entrar mais na brincadeira, o pessoal quebrou ovo no cabelo e jogou farinha. Eu não quis participar do trote e todo mundo super respeitou e me incluiu nas brincadeiras do mesmo jeito.
     O que eu achei legal foi a postura do pessoal. Em momento algum o trote foi violento, eles faziam tudo super sorridentes, rindo e interagindo, e sempre antes de fazer alguma coisa, eles perguntavam se podia; além deles terem respeitado quem não quis participar do trote e incluíram mesmo assim, não forcaram a nada ou ficaram fazendo pressão para as pessoas participarem. Eu gostei muito da postura deles, não esperava esse tipo de postura.
     Depois de fazer isso, o pessoal foi para o sinal pedir dinheiro e com o dinheiro que conseguiram, foram beber.


São Paulo, 24 de fevereiro de 2017.
Sobre a primeira semana de aula


     Como a minha primeira semana de aula foi a "semana do calouro" PARA O MEU CURSO, foi uma semana bem light, sem aulas, então não posso falar muito dos professores, dos método deles, da infraestrutura da faculdade, dos meus colegas; mas pelo pouco que vi e ouvi, achei o curso sensacional, superando muito as minhas expectativas. Logo na 1ª semana já tive certeza que escolhi o curso certo, eu me encantei demais com o curso (contado na visão dos meus professores) e isso me deixou muito empolgada e feliz, porque eu tinha muito medo de me decepcionar com o curso. Mas no geral, eu tive uma ótima primeira impressão, amei tudo.
     A programação da semana foi assim:
Primeiro dia: trote.
Segundo dia: apresentação do curso feita pelos professores.
Terceiro dia: palestra sobre o curso e um tour em lugares específicos da faculdade, feita pelos veteranos.
Quarto dia: uma palestra sobre Fake News (essa palestra foi maravilhosa, super enriquecedora, descobri como o mundo jornalístico é sujo).
Quinto dia: último dia da semana, foi apenas um tour completo pelo campus e uma roda de apresentação dos calouros.

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