segunda-feira, 13 de março de 2017

Lendo meu diário antigo

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     "Cuiabá, 22 de agosto de 2014.
     Ele é diferente dos outros meninos, diferente no sentido que não faz brincadeira sem graça comigo, não fica me chamando de feia (mesmo pensando o contrário), quando me manda calar a boca (de brincadeira, eu espero), eu chamo ele de "grosso" e ele já se "derrete", sorri para mim e fala que está brincando; quando alguma coisa minha cai no chão, ele pega sem eu nem pedir, é de imediato; ele olha pra mim, sorrindo, passa a mão no cabelo, jogando-o para o lado, e sorri para mim.
     Quantas vezes não estava rindo e ele ficava me olhando rir, sorrindo para mim? Quantas vezes já não o peguei me olhando sorridente ou todo bobinho e eu fingia não ver?"


     "Cuiabá, 13 de setembro de 2014.
     Dês da hora que eu tinha descido e vi o R., percebi que ele estava me olhando. Ele sempre fica me olhando, mas o irmão que é bom, nada." Tadinha de mim, sofri muito por esse cara.


     "Cuiabá, 4 de novembro de 2014.
     Achei por acaso o vídeo da ollg do show do Rio de Janeiro e comecei a chorar angustiada. Será que um dia serei eu? E se eu nuca for? Será que a garota que foi ollg era uma verdadeira fã? Será que ela não vendeu a coroa dela? Como lido com essa angustia? É o meu sonho. E a angústia, o medo de morrer sem ser a ollg me consome.
     Depois fiquei ouvindo a música "Shadow", do Austin Mahone e chorei tudo o que há muito tempo tenho guardado. 
     Fico perguntando o que Deus reservou para mim. O que o futuro me reserva?"

Esses foram alguns trechos tirados do meu diário. Foi muito legal reler meu diário antigo, lembrei de coisas que eu nem me lembrava que tinham acontecido, lembrei de sentimentos que nem lembrava que tinham sido tão intensos. Gostei demais de reviver movimentos com base nas minhas memórias.

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